Será o Cobol o esperanto?
Lembra dos dias, meses, e os poucos anos que antecederam o ano 2000? Era o tal bug do milênio. Tudo isso porque os projetistas de sistemas mais antigos planejaram os campos que armazenariam as datas com somente dois dígitos para o ano. Assim, uma data como 30/11/70, poderia ser por exemplo, 30 de Novembro de 1970, como 2070, e por que não 1870.
A grande maioria destes sistemas era escrito em Cobol. Mesmo antes do bug do milênio já se ouivia dizer que o Cobol iria morrer. Então, assim que o problema fosse resolvido, o Cobol estaria com os dias contados.
Afinal, o Cobol é uma linguagem de programação antiga, antiguada, difícil.
Logo o Cobol completa 50 anos de vida. E continua mais vivo do que seus algozes inimigos poderiam imaginar.
A maioria dos sistemas de missão crítica de grandes empresas estão escritas em Cobol, e isso dificilmente vai mudar.
Motivos:
- Ótima performance
- Sintaxe simples – sim é mais simples do que as linguagens de vanguarda – não tem frescuras
- É estruturado, cada coisa no seu lugar
- O código fonte em si, já proporciona a sua documentação
O problema – ou não – é poucos profissionais “falam” Cobol. Talvez esteja se tornando o esperanto da informática. E tem gente grande tentando reverter esse panorama. Mas o jovens e modernos, não querem nem saber de aprender esperanto.
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Tags:cobol, informática, programação, tecnologia
Para iniciar a conversa sobre o Rexx, acho legal primeiro contar um pouco de história. Tive a oportunidade de acompanhar esse processo no início da minha vida com os computadores.
Da mesma forma que utilizamos arquivos em lote nos sistemas para PC, esse recurso também estava disponível nos mainframes IBM. E não estou falando de JCL.
Nos sistemas baseados em VM, primeiro era utilizado o EXEC, um simples arquivo com uma sequência de comandos. Logo, o EXEC2 implementou elementos de lógica, como desvio, condicional e tratamento de erros.
Mais tarde surgiu o Rexx, uma linguagem completa. Possui todas as estruturas de programação, e uma vasta coleção de funções matemáticas, manipulação de strings, arquivos e pilhas de dados. Hoje roda em praticamente todas as plataformas e permite uso dos recursos do sistema operacional.
Sua sintaxe simples oferece um código fonte limpo. Já desenvolvi diversas ferramentas com Rexx. Até mesmo conversores de código fonte.
Outra característica importante, é o recurso para rastrear o código em tempo de execução, o que facilita muito a correção de eventuais problemas.
Para conhecer mais:
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Tags:informática, programação, rexx, tecnologia
Linux desembarcado
Um amigo compra um notebook, hoje com preço e condições de pagamento muito atraentes. Mas vem com Linux instalado – “eu não sei mexer nisso” – e lhe pede para instalar o Windows. Pirata, bootleg.
Agora vamos a alguns fatos. Recentemente tive a oportunidade de analisar um desktop e dois notebooks com Linux pré-instalado.
Todos tinham uma distribuição desconhecida, ao menos para mim. Ato falho, não lembro dos nomes. Confesso que não tinham a usabilidade que um usuário comum precisa. Mas o pior foi um notebook, com uma distro sem interface gráfica instalada. Nenhum CD ou instrução a respeito. O cidadão liga o equipamento e recebe o prompt do shell. Imagine…
É no mínimo curioso o fato dos fabricantes daqui não incluirem uma distribuição que atenda a esse mercado. Por que não embarcar um Ubuntu, Mandriva ou Fedora? Seria “preguiça”, afinal o que interessa é vender o hardware? Ou existe algum outro interesse por trás disso?
Por exemplo, a Dell vende desktops e notebooks com Ubuntu, na Europa e até nos Estados Unidos. E com a opção de suporte.
Um sistema operacional não precisa ser difícil. Mas assim, fica muito difícil.
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Tags:informática, linux, tecnologia